COVID 19: Reinventar a intimidade
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COVID 19: Reinventar a intimidade

A pandemia baralhou as nossas rotinas diárias. Especialmente as relacionadas com a nossa vida social e, obviamente, com sexo. Não existe qualquer tipo de contacto físico que nos aproxime mais uns dos outros do que o sexo. E agora também temos de pensar em distanciamento social, uma das recomendações agora normais em vigor para ajudar a reduzir a difusão do vírus SARS-CoV-2. Uma equipa de peritos brasileiros, que escreve nos Archives of Sexual Behaviour, diz que está na hora de reinventar a intimidade. Estão a refletir sobre as necessidades de cada pessoa e até a tentar o aconselhamento sexual durante o período da pandemia. O artigo afirma que "oferecer às pessoas formas de intimidade novas nestes tempos de incerteza é de extrema importância para a nossa saúde sexual, bem como para o nosso bem-estar geral."

  • As pessoas que não têm parceiro podem usar este tempo em casa para fazer novas amizades online; estes amigos novos podem depois conhecer-se na vida real quando as restrições forem levantadas. De igual modo, pode também ser útil ouvir podcasts e ver documentários que falem sobre relacionamentos e intimidade. Os peritos realçam que a masturbação se tornou não apenas uma maneira segura de ter prazer sem riscos, como também uma ocasião para compreender melhor a nossa sexualidade.
     
  • Para quem vive longe do seu parceiro, as restrições podem originar rotinas novas que não se  baseiam apenas no contacto físico. Estes casais podem experimentar outras formas de estímulos sexuais que podem ocorrer apesar da distância, tal como partilhar fantasias ou jogos.
     
  •  Por último, para aqueles que vivem com o respetivo parceiro, é crucial respeitar todas as medidas de proteção da pandemia, não só para evitar a difusão do vírus SARS-CoV-2, como para praticar sexo seguro mesmo que, como os peritos lembram, o risco de ser assintomático seja uma possibilidade.

Resumindo, como salientam os investigadores brasileiros, a resposta de cada pessoa à pandemia pode ser diferente e extremamente subjetiva. Para alguns, o desejo sexual pode ter aumentado, enquanto para outros a pandemia pode ter causado uma descida drástica no desejo. Os parceiros terão de lidar com a alteração total dos seus hábitos e rotinas devido à pandemia, incluindo as rotinas sexuais. Neste caso, os peritos recomendam a necessidade de comunicar abertamente e respeitar o parceiro, o que pode reforçar a intimidade.

HFTHQ 20-58
Referências bibliográficas

Gerson Pereira Lopes, Fabiene Bernardes Castro Vale, Isabela Vieira, Agnaldo Lopes da Silva Filho, Catarina Abuhid, Selmo Geber - COVID-19 and Sexuality: Reinventing Intimacy - 2020

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